Ribeirão Preto (SP) está entre as dez cidades brasileiras com significativo potencial turístico. No caso de Ribeirão Preto, essa vocação é direcionada especialmente para o segmento de negócios e eventos. A informação consta de uma pesquisa pioneira no país realizada em 5 mil municípios brasileiros. Entre as informações que constam da pesquisa apresentada pelo MTur, está o fato de que Ribeirão Preto figura entre os 65 destinos indutores do turismo regional. Para tanto, a equipe da FGV realizou um mapeamento minucioso que levou em conta 13 indicativos. São eles: infra-estrutura geral, acesso, serviços e equipamentos turísticos, atrativos turísticos, marketing, políticas públicas, cooperação regional, monitoramento, economia local, capacidade empresarial, aspectos sociais, aspectos ambientais e aspectos culturais. Ribeirão Preto destacou-se, sobretudo, nos quesitos infra-estrutura geral, acesso, aspectos ambientais e capacidade empresarial.
Atualmente, o segmento de Turismo de Negócios & Eventos é um dos mais promissores do setor. No dia 15 de maio de 2009, a International Congress and Convention Association (ICCA), principal entidade mundial do setor, apresentou o Brasil entre os dez países que mais sediam eventos no mundo. Foram 254 eventos internacionais realizados em 2008 dentro dos critérios da associação. O desempenho fez com que o país passasse do 8º para o 7º lugar no ranking da ICCA. Em 2003, o Brasil ocupava a 19ª posição.
Segundo o MTur, Ribeirão apresenta requisitos necessários para o pleno desenvolvimento do segmento de negócios e eventos: economia dinâmica, ótimo padrão de vida, localização estratégica, boa qualidade de infra-estrutura de transportes e comunicações, diversidade de serviços existentes.
Márcio Santiago, vice-presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, diz que “Ribeirão vive seu grande momento para tornar-se referência em negócios e eventos e isso se dá porque os setores estão se unindo para atuar estrategicamente – exemplo disso é o estreitamento de relações entre governo municipal e iniciativa privada”.
A pesquisa comandada pelo MTur, que teve como entidade executora a CBCVB (Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux), visitou inúmeras empresas privadas da cidade, centros de convenções, hotéis, teatros, museus, restaurantes etc.
Segundo diagnóstico feito pela FGV Ribeirão se destaca em:
- Acesso: nota média do Brasil é 58,7; nas capitais é 69,9 e Ribeirão recebeu 83,1.
- Capacidade empresarial: nota média do Brasil é 51,0; nas capitais é 72,1 e Ribeirão recebeu 50,8.
- Aspectos ambientais: nota média do Brasil é 58,2; nas capitais é 62,6 e Ribeirão recebeu 76,2.
Precisa melhorar nos itens:
- Atrativos turísticos: nota média do Brasil é 57,6; nas capitais é 55,8 e Ribeirão recebeu 35,0.
- Políticas públicas: nota média do Brasil é 50,3; nas capitais é 55,0 e Ribeirão recebeu 25,4.
fonte: http://www.jornaldeturismo.com.br
Veja os quesitos avaliados na pesquisa.
| INFRA-ESTRUTURA GERAL | Saúde pública |
| Energia | |
| Comunicação | |
| Facilidades financeiras | |
| Segurança pública | |
| Urbanização | |
| ACESSO | Transporte aéreo |
| Acesso rodoviário | |
| Acesso aquaviário | |
| Acesso ferroviário | |
| Conforto dos passageiros | |
| Táxis | |
| Locadoras de veículos | |
| SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS TURÍSTICOS | Sinalização turística |
| Centro de atendimento ao turista | |
| Espaço para eventos | |
| Capacidade dos meios de hospedagem | |
| Capacidade do turismo receptivo | |
| Qualificação profissional | |
| Restaurantes | |
| Atrativos turísticos | |
| Atrativos naturais | |
| Atrativos culturais | |
| Eventos programados | |
| Realizações técnico-científicas | |
| MARKETING | Planejamento de marketing |
| Participação em feiras e eventos | |
| Material promocional | |
| Website | |
| POLÍTICAS PÚBLICAS | Estrutura municipal para apoio ao turismo |
| Grau de cooperação com o governo estadual | |
| Grau de cooperação com o governo federal | |
| Existência de planejamento | |
| Existência de cooperação público/privada | |
| COOPERAÇÃO REGIONAL | Governança |
| Projetos de cooperação regional | |
| Planejamento | |
| Roteirização | |
| Promoção | |
| Apoio à comercialização | |
| MONITORAMENTO | Pesquisas de demanda |
| pesquisas de oferta | |
| Sistema de estatísticas do turismo | |
| Medição dos impactos da atividade turística | |
| Setor de estudos e pesquisas no destino | |
| ECONOMIA LOCAL | Participação relativa do setor privado na economia local |
| Infra-estrutura de comunicação | |
| Infra-estrutura de negócios | |
| Empreendimentos | |
| Eventos alavancadores | |
| CAPACIDADE EMPRESARIAL | Qualificação profissional |
| Presença de grupos nacionais e internacionais do setor de turismo | |
| Concorrência e barreiras de entrada | |
| Número de empresas de grande porte, filiais e/ou subsidiárias | |
| ASPECTOS SOCIAIS | Educação |
| Empregos gerados pelo turismo | |
| Política de enfrentamento e prevenção à exploração sexual | |
| Uso de atrativos e equipamentos turísticos pela população | |
| Cidadania | |
ASPECTOS AMBIENTAIS | Código municipal ambiental |
| Atividades em curso potencialmente poluidoras | |
| Rede pública de distribuição de água | |
| Rede pública de coleta e tratamento de esgoto | |
| Destinação pública de resíduos e unidades de conservação no território municipal | |
| ASPECTOS CULTURAIS | Produção associada ao turismo |
| Patrimônio histórico e cultural | |
| Aspectos de governança na área de cultura |



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